Zeca Baleiro

Nalgum Lugar

Zeca Baleiro

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Tom: F
Intro: (F# B F# C# B F#/A# G#m F#)

F#                                          B
nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
                                              F#
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
                   C#                B
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
               F#             D#m         G#m   C#
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
F#                                    B
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
                                          F#
embora eu tenha me fechado como  dedos, nalgum lugar
        C#                                   B
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
   F#                           D#m                 G#m
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa (2X)
B F#/A# G#m F#
         D#m7
ou se quiseres me ver fechado, eu e
        D#m/C#    B                         D#7/A#
minha vida nos     fecharemos belamente, de repente
   G#m                          Cdim
assim como o coração desta flor imagina
       C#                               Bm6
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
           D#m7
nada que eu possa perceber neste universo iguala
  C#              B                     D#7/A#
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
  G#m                                 Cdim
compele-me com a cor de seus continentes,
    C#                              Bm6      F# F#4 F#
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
         Cm7(b5)
(não sei dizer o que há em ti que fecha
Bm6                Fm7(b5)           Bb7/F
e abre; só uma parte de mim compreende que a
                               D#m  Dm6          C
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
  F#                            G#m            B F#/A# G#m F#
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
INRODUÇÃO e C novamente


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